Tecelã

Horas a fio passo
Em tecidos nem tão maleáveis
A cardar e fiar…
Calejo os dedos que torcem e
Tentam agulhar os sentimentos claros
Calmos em que tento me [des]emaranhar
Mas a roca roda num desatino hipnótico
E entre um grito surdo e um olhar súplice
Muitas vezes sinto o sorriso
Nascer úmido e ir, aos poucos
Se estampando forte
Numa figura escarlate.
Finalmente consigo parir o fio e
Desde o primeiro instante
Com afinco busco alinhavá-lo
E vou entretecendo palavras que
Já foram usadas, como num patchwork antigo
Remonto, nesse meu coser sem fim,
Novos [?] mosaicos de mim…

Poesia da minha linda Patrícia Gomes

Imagem: Imagem: Fernando Figueredo

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Published in: on fevereiro 14, 2008 at 3:16 am  Deixe um comentário  

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